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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O dilema das canções tristes












O dilema das canções tristes consiste nisto: se estamos tristes não as devemos ouvir porque nos acentuam a dor e o seu efeito cai sobre nós com a fúria dilacerante das facas; se estamos contentes não as devemos ouvir porque estamos a viver um estado de espírito contrário e o efeito da música triste não atinge a sua culminância natural. Conclusão racional: não se devem ouvir canções tristes em qualquer das circunstâncias. Mas as canções tristes são as mais belas e as mais verdadeiras. E o mundo é triste, e a Humanidade é triste.
De origem magiar, “Gloomy Sunday” é, até aos nossos dias, considerada por muitos a canção mais triste de sempre.
Paul Robeson, Ray Charles, Elvis Costello; Beth Gibbons (Portishead), Sarah McLachlan, Bjork e Diamanda Galas já a cantaram. Mas nenhuma voz o fez como lady day.



Billie Holiday – “Gloomy Sunday (1941)
(Rezso Seress, Laszlo Javor; Sam M. Lewis)

Sunday is gloomy
My hours are slumberless
Dearest the shadows
I live with are numberless
Little white flowers
Will never awaken you
Not where the black coaches
Sorrow has taken you
Angels have no thoughts
Of ever returning you
Wouldn't they be angry
If I thought of joining you?

Gloomy Sunday

Gloomy is Sunday
With shadows I spend it all
My heart and I
Have decided to end it all
Soon there'll be candles
And prayers that are said
I know But let them not weep
Let them know that I'm glad to go
Death is no dream
For in death I'm caressin' you
With the last breath of my soul
I'll be blessin' you

Gloomy Sunday

Dreaming, I was only dreaming
I wake and I find you asleep
In the deep of my heart here
Darling I hope
That my dream never haunted you
My heart is tellin' you
How much I wanted you
Gloomy Sunday

Ouvir o original cantado, através das imagens do filme «Szomorú Vasárnap» [«Gloomy Sunday - Ein Lied von Liebe und Tod», 1999] aqui
Ouvir o original instrumental aqui

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