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sexta-feira, 3 de julho de 2009

O intranquilo Verão da Rádio

Forte decréscimo do volume de negócios este ano e perspectiva de manutenção de quedas significativas na rádio e imprensa em 2010. São estas as expectativas dos media apontadas por um estudo ontem revelado pela consultora Deloitte.

Não se pode dizer que os resultados sejam completamente surpreendentes, mas confirmam os receios dos meios de comunicação. De acordo com um estudo realizado de Fevereiro a Maio pela consultora Deloitte, as empresas de media esperam um forte decréscimo do volume de negócios este ano e, para 2010, perspectiva--se a manutenção de quedas significativas para a rádio e imprensa.
A forte queda do investimento publicitário, consequência da crise económica e financeira, explica o momento difícil que este sector está a viver. No primeiro trimestre de 2009, o decréscimo na imprensa situou-se nos 20%, a preços de tabela. "O que significa que, na realidade, a quebra foi maior", explica Hugo Dias, manager da Deloitte na área de consultoria de Tecnologia, Media e Telecomunicações (TMT).

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Face à actual situação, 49% das empresas de media inquiridas para o estudo TMT Predictions Portugal – 2009/2010, ontem revelado, destacam a necessidade de reformular o modelo de negócio e implementar programas estruturantes de redução de custos.
E se no curto prazo a esmagadora maioria das empresas do sector já reagiu ao adoptar planos de redução de custos, através do despedimento de trabalhadores e fecho dos títulos menos rentáveis, outras tendências se desenham para o próximo ano e meio. "Com base no feedback que recebemos, as medidas estruturantes que devem marcar o futuro próximo desta actividade passam pela centralização de custos: unificação de redacções, online e offline, e a criação de núcleos especializados em determinados temas a produzir para multimarcas e multimeios", explicou ao DN Hugo Dias.

por Marina Marques
In: «Diário de Notícias», Quinta-feira 02 de Julho 2009
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