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quinta-feira, 21 de maio de 2009

A morte entrou na sala escura













Em homenagem ao ex-director e presidente da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, a TSF transmite hoje, depois do noticiário das 21:00, a conversa no programa «Pontos de Fuga», decorrida em 2005 na sala principal da Cinemateca em Lisboa.
Quis o acaso do destino que fosse neste dia 21 de Maio – Dia Mundial da Diversidade Cultural – que víssemos desaparecer uma das grandes figuras da cultura nacional.
No mesmo rol dos acasos, volta à Rádio esta sessão especial da série de programas «Pontos de Fuga» que, até à data, é o meu último trabalho de autor na Rádio. Na edição original, este programa em que João Bénard da Costa é o convidado, foi mesmo o último programa da série a ser emitido, em Setembro de 2005 (houve reedição na Internet/podcast em 2007).
A conversa com João Bénard da Costa termina com um extracto da banda-sonora do filme «Johnny Guitar» (na voz de Peggy Lee), filme realizado por Nicholas Ray (1954) e que será exibido amanhã, sexta-feira (21:30) pela Cinemateca numa sessão especial em homenagem a João Bénard da Costa. «Johnny Guitar» é um dos filmes da vida de João Bénard da Costa.
A programação normal da Cinemateca está suspensa até segunda-feira.

João Bénard da Costa foi um dos dois únicos convidados (a outra personalidade é a poetisa Maria Azenha) a fazer parte das duas séries de programas que realizei na TSF [Como no Cinema; Pontos de Fuga] entre os anos 2000 e 2005.

Uma canção de Zeca Afonso diz que A Morte Saiu à Rua num dia assim. Hoje, num dia assim, a morte entrou na sala escura e levou Bénard, mas a projecção da vida continua a rodar… como no cinema.

3 comentários:

Nídio Amado disse...

Curiosamente, este "Pontos de Fuga" foi um dos que eu ouvi, integralmente, quando publicaste em podcast... Excelente conversa.
Enorme perda para Portugal.

Hugo disse...

Grande trabalho, Francisco.
Faz jus à figura de Bénard da Costa.

Francisco disse...

Ouvi a repetição na TSF. Não me refiro a Bénard, tristemente, mas em relação à Rádio (através do trabalho do Francisco Mateus) pareceu-me que tudo "seria ainda possível" !