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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Palavras de há 20 anos na ÍNTIMA FRACÇÃO (III)














Sê de novo semelhante a essa árvore que amas, com a sua larga ramagem, silenciosa, atenta, suspensa por sobre o mar. Onde cessa a solidão, começa a praça pública. E onde esta começa, começa também o vozear dos grandes comediantes e o zumbido das moscas venenosas. No mundo, as melhores coisas, só são apreciadas quando surge alguém para as colocar em cena. Só a esses chama a multidão de grandes homens. A multidão não tem sentido do grande, do que seja criador, mas é sensível aos actores e aos que põem em cena as grandes causas. O mundo gira em torno dos inventores de valores novos, em invisível movimento, mas à volta dos comediantes é a multidão e a glória que gravitam.

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