The Best Albums of 2017

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 17 de Dezembro disponível em formato podcast nos links do costume.
"Here—let me 
turn off these lights—I know you like the dark."

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* fotografia de Christian Patterson

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

in.bitween

cover 00:00 Slowdive - J's Heaven
06:35 Teen Daze - Always Returning
10:40 Foxes in Fiction - Sleeping Building
16:00 Claudia Brücken - Mysteries of Love
20:50 Marconi Union - Broken Colours
26:30 Joseph Arthur - The Coldest Sea
32:40 Tim Hecker - Vaccination (For Thomas Mann)
38:00 Sam Willis - Twirled with Your Slight Finge
40:30 Sonna - One Most Memorable
45:35 Happy Hands Club - Lost at Sea
53:15 Slowdive - Blue Skied An' Clear

@ Phase 108.1

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

We Are Creatures Of The Wind

Memórias quentes de lugares frios.

00:00 El perro del mar - Do not dispair
03:10 Thomas Feiner & Anywhen – For now
07:55 Sigur Rós – Viorar vel til loftarasa
16:15 Riceboy Sleeps - All The Big Trees
20:55 Anja Garbarek – Beyond my control
24:55 Silje Nes - Ames room
27:06 Mari Boine – Elle
31:10 Nils Petter Molvaer – Sober
34:15 Ólafur Arnalds – Ljósið
37:10 Vangelis & Stina Nordenstam – Ask the mountains
44:22 Emiliana Torrini - Nothing Brings Me Down?
47:50 Bjork – Unravel
50:50 El perro del mar – From the valleys to the stars

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 10 de Dezembro disponível em formato podcast nos links do costume.
I'm the space between the earth and my feet.

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* fotografia de Eliza Davison

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 03 de Dezembro disponível em formato podcast nos links do costume.
"There was a star riding through clouds one night, and I said to the star, ‘Consume me.’"

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* fotografia de Tommy Cavarela

tropicália

introdução musical ao movimento tropicália no beating the pearls

convidados especiais:

Caetano Veloso
Gilberto Gil
Tom Zé
Gal Costa
Os Mutantes
Jorge Ben

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 26 de Novembro disponível em formato podcast nos links do costume.
Holding on - Trying

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* fotografia de Nynewe

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

LINHAS CRUZADAS #53

A Vida e a Arte do encontro na Música
Richard X & Deborah Evans-Strickland






















Um dos nomes mais importantes da Electro-dance-Pop do início do século
XXI, Richard X editou em 2002 o álbum «Presents His X-Factor Volume
One».
Mark Goodier, famoso antigo radialista da BBC e crítico da
especialidade, não perdeu tempo em classificá-lo como “o melhor disco
de sempre, com os melhores hits de sempre!”
Passando ao lado do exagero, não faltam requisitos para classificar o
álbum como, de facto, muito inovador e importante na área em que se
situa.
Para isso contou com a junção de muitas participações, como por
exemplo o vocalista dos Pulp, Jarvis Cocker, Caron Wheeler, dos Soul
II Soul, e também de Deborah Evans-Strickland, a vocalista dos
saudosos e também ingleses Flying Lizards.






















De nome verdadeiro Richard Phillips, este produtor e misturador
britânico incluiu, no ábum «Richard X Presents His X-Factor Volume
One» uma surpreendente versão do tema “Walk on By” da dupla Burt
Barcharach e Hal David.
O clássico dos anos sessenta, primeiramente gravado em 1963 e
mundialmente popularizado no ano seguinte por Dionne Warwick – e que
tem conhecido ao longo de décadas variadíssimas versões –, encontra
aqui uma dessas versões, sendo uma das mais marcantes, pela invulgar
interpretação da cantora Deborah Evans-Strickland.

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LINHAS CRUZADAS #53  
Tempo total: 04:55
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 19 de Novembro disponível em formato podcast nos links do costume.
Be there or somewhere.

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* fotografia de Ambrosia Bis

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LINHAS CRUZADAS #52

A Vida e a Arte do encontro na Música 
The Greenhornes & Holly Golightly























Os norte-americanos Greenhornes formaram-se em 1996 na cidade de
Cincinatti, estado do Ohio. Um trio formado por um baterista, um
baixista e um guitarrista/vocalista. 

Praticantes de um Rock de garagem independente, editaram 
o primeiro álbum em 1999. 
Contam, até ao momento com quatro discos editados. 






















Holly Golightly Smith é uma cantora e compositora inglesa, nascida em
Londres. Também da área Rock e Rythm & Blues, estreou-se a solo em
1995.
Paralelamente manteve actividade na banda Thee Headcoatees, desde 1991
até ao desmembramento do colectivo oito anos mais tarde.
Holly Golightly tem levado a cabo uma carreira muito profícua,
incluindo numerosas colaborações com nomes como, por exemplo, os White
Stripes.
Em 2002 colaborou com os Greenhornes, no álbum «Dual Mono». 

Da parceria resultou o tema “There is a End”, onde é bem notória a
sonoridade anos 60 que sempre caracterizou as opções estéticas de
Holly Golightly, encontrando nos Greenhornes um interlocutor à altura
do desígnio estético de ambos.


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LINHAS CRUZADAS #52
Tempo total: 04:50
Ouvir/download/podcast

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 12 de Novembro disponível em formato podcast nos links do costume.
My blues are your blues - this could have a question mark...




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Emissões em formato podcast

* fotografia de Sylvain Lagarde

sábado, 10 de novembro de 2012

A menina do ano 2 mil & doze
















Sharon Van Etten estará de regresso a Portugal, no próximo dia 30 em Guimarães.
A compositora/cantora/guitarrista norte-americana estreou-se ao vivo em Portugal no passado dia 26 de Setembro em Lisboa, no LUX.
Noite memorável, onde ninguém presente deu por mal empregue o seu tempo.
No final, houve sessão de muitos autógrafos ali mesmo em palco e cumprimentos em contacto directo com o público.
Nas imagens, um dos momentos do espectáculo, o tema “Magic Chords”, do terceiro e mais recente disco «Tramp», editado em Fevereiro deste ano:



Reportagem do concerto e entrevista a Sharon Van Etten em Lisboa:

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 05 de Novembro disponível em formato podcast nos links do costume.
Ghosts resurrection.



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Emissões em formato podcast

* fotografia de Ken Rosenthal

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

186º Cubo: zona zero



00:00 :: Atticus Ross - Panoramic
06:35 :: Roly Porter - Corrin
13:00 :: Ben Frost - Saccades
18:43 :: Fever Ray - The Wolf
23:10 :: Gil Scott Heron - Me and the Devil
26:34 :: David Lynch - She Rise Up
31:35 :: Brendan Perry - Babylon
37:36 :: Zola Jesus - Night
40:57 :: Dead Can Dance - All In Good Time
47:09 :: Balam Acab - Fragile Hope
52:16 :: Roly Porter - Atar
54:33 :: Julianna Barwick - Envelop

zona zero.mp3

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast


Emissão de 22 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
"We are born with the dead:
See, they return, and bring us with them."



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Emissões em formato podcast

* fotografia de Amber Ortolano

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dead Can Dance – a noite do encontro






















Finalmente, a noite do encontro
Sentia-se no ar a ansiedade do que estava para vir. Vivia-se o prazer do ante-gozo da consumação de uma longa espera. Todas as pessoas que acorreram à Casa da Música na cidade do Porto, na passada quarta-feira, sabiam que – acontecesse o que acontecesse – aquela noite não seria como as outras. Na verdade, como nenhuma outra antes.


Para quem foi acompanhando os vídeos e as imagens publicadas na actual digressão dos Dead Can Dance, iniciada em Agosto passado, as surpresas não poderiam ser muitas e já sabia o que esperar.
A expectativa era no entanto muito grande, não propriamente pela performance inovadora em si, mas em ver e ouvir como seria realmente ao vivo, sem filtros, sem ecrãs, sem outras imagens e outros sons que não as captadas pelos nossos próprios olhos e ouvidos. Como soaria aquilo tudo em palco, naquele cenário multicolor e poliglótico. Que sons transbordariam dos instrumentos exóticos que acompanham aquela esotérica banda desde sempre.
Até a indumentária de Lisa Gerrard – longos vestidos (negro, castanho, azul escuro ou azul claro) com uma gola baixa dourada, de pontas caídas quase até ao chão – foi a utilizada aqui. No concerto em Portugal calhou ser o vestido de veludo azul claro, produzindo uma grande presença. Uma escultural diva em palco.
Do alinhamento musical não surgiram novidades. Esteve de acordo com tudo o que tem sido realizado pela banda desde o passado dia 9 de Agosto, data em que a actual digressão mundial principiou no Canadá, poucos dias antes de «Anastasis» ser oficialmente publicado.
Para além do desfile integral dos novos oito temas do álbum «Anastasis», não faltaram incursões ao imenso espólio da dupla de compositores Gerrard/Perry.
Seria talvez evitável a interpretação de temas que não são dos Dead Can Dance. Lisa interpretou “Now We Are Free” da banda sonora que assinou (juntamente com Hans Zimmer) do filme «The Gladiator» e Brendan interpretou o clássico “Song To The Siren”, de Tim Buckley, à semelhança do que já havia feito em actuações a solo.
Não está em causa a qualidade dos temas, nem dos autores, nem as respectivas interpretações (apesar de, dêem-se as voltas que se derem, nunca ter aparecido até à data uma interpretação de “Song To The Siren” que superasse a da ex-vocalista dos Cocteau Twins, Elizabeth Fraser, em 1983/1984, no projecto multi-colectivo This Mortal Coil, do qual os Dead Can Dance fizeram igualmente parte). Simplesmente roubaram espaço a temas que poderiam vir do reportório dos próprios Dead Can Dance. Teria certamente sabido melhor ouvir-se temas como “Cantara” ou “Severance”, para só evocar dois exemplos.
Excepção feita às duas canções tradicionais grega “Ime Prezakias” e árabe “Lamma Bada” vocalizadas magistralmente por Brendan Perry, apresentando-as e contextualizando-as previamente. Sobre “Ime Prezakias” Brendan explicou tratar-se de um velho tema grego (dos anos 30 do século passado) cujo título em inglês seria traduzível para algo como I’m a junkie (sou um vagabundo), acrescentando ainda que, ironicamente nos dias que correm, ganha um outro sentido, aludindo à actualidade grega em tom de crítica política: seems the actual Greece loose a leg in the game of dice.
Sobre “Lamma Bada”, Perry disse tratar-se de uma antiquíssima canção árabe, escrita em árabe antigo, há cerca de oitocentos anos, no período em que a cultura árabe ocupava o território da actual região espanhola da Andaluzia.
















We are ancient
As ancient as the sun
We came from the ocean
Once our ancestral home


O Palco das delícias
Exactamente duas horas de actuação. Início às 22:03 e final, após três encores, à meia-noite e três minutos.
Um total de sete músicos em palco, sendo que a maioria do tempo foi ocupado com seis, já contando com a dupla de autores. A saber: Jules Maxwell (teclista/corista) que já tinha participado na digressão de Brendan Perry em 2010; David Kuckermann (percussionista/teclista) a quem a primeira parte estava entregue mas que foi cancelada poucos dias antes; Dan Gresson (percussionista); Astrid Williamson (teclista/corista) que fez parte da segunda parte da digressão de Brendan Perry em 2010 e ainda Richard Yale (baixista/teclista) que apareceu em menos de metade do alinhamento do concerto.
O jogo de percussão foi sempre muito forte no som dos Dead Can Dance e esse facto é notório em palco, com um recurso quase permanente a poderosos ritmos tribais.
Os sons provenientes, na sua origem, de instrumentos clássicos são reflectidos através de sintetizadores. Há quem critique esta opção por parte do grupo, mas o contrário seria muito complicado a nível logístico, para além de ser incomportável a nível financeiro remunerar cerca de 40 ou 50 pessoas em palco numa tão longa digressão.
A própria experiência dos Dead Can Dance no passado o demonstrou, nas digressões de 1985/86 e 1987 em que estiveram presentes nos concertos todos os músicos necessários para reproduzir fielmente o som obtido nos álbuns «Spleen And Ideal» e «Whitin The Realm of a Dying Sun». Para o público foram momentos inesquecíveis, mas para a banda não resultou nenhum lucro pecuniário. Mais tarde Brendan justificou essa opção assumida em não ganhar financeiramente em detrimento de poder mostrar às pessoas o verdadeiro som da banda que fundou.
Na digressão de 2005 houve uma curta série de espectáculos ao vivo com a presença de uma orquestra, dirigida por Jeff Rona, mas foram actuações especiais.
Actualmente Brendan leva consigo para palco uma Bouzouki grega, uma espécie de Balalaica helénica. Também toca uma aproximação a um Obukano arabesco (electrificado), para além de tocar tambor na interpretação dos temas “Nierika” e “Opium”. O timoneiro em palco.
Em frente a Lisa Gerrard está colocado, como de costume, um Yangqin (instrumento milenar chinês, originalmente proveniente da antiga Pérsia) – nesta digressão são dois –, ou usando outro termo menos técnico, uma mesa chinesa. É o instrumento clássico por definição do som original dos Dead Can Dance, tocado por Lisa. Brendan só se ocupa dele para libertar a cantora de dotes líricos na interpretação do tema “Dreams Made Flesh”.
O primeiro tema a ser gravado e editado pelos Dead Can Dance, “Frontier”, teve como base estrutural a combinação do som deste vetusto instrumento com a voz de mármore, cristal e safira de Lisa Gerrard. Só por uma ocasião se viu neste concerto no Porto Lisa Gerrard tocar Yangqin e cantar em simultâneo, no tema “Agape”.
Brendan adensou ao longo dos anos o seu tom barítono médio/grave, situando-se num registo vocal crooner, com um timbre entre Frank Sinatra e Lee Hazlewood, ou como analisou recentemente um jornalista da revista ‘Uncut’, possuidor de um lirismo dramático entre Scott Walker e Jim Morrison.
Lisa e Brendan contrastam vocalmente de uma maneira altamente complementar. Grandes vozes! Quando soam juntas parecem beijar a eternidade.
















Saw the demonstration
On remembrance day
Lest we forget the lesson
Enshrined in funeral clay
History is never written
By those who've lost
The defeated must bear witness to
Our collective memory loss


Os Dead Can Dance nunca tinham actuado em Portugal
Apenas Brendan Perry o fez – a solo – em Março de 2010, em Lisboa (Santiago Alquimista) e Braga (Theatro Circo). Lisa Gerrard nunca tinha actuado em solo lusitano.
Havia pessoas que esperaram variadíssimos anos por esta ocasião. Houve quem viesse do estrangeiro para assistir ao concerto dos Dead Can Dance na Casa da Música no Porto. Gente vinda de Espanha, França e Suécia.
Do país, para além dos residentes locais da cidade invicta e arredores, havia pessoas que se tinham deslocado de Lisboa, Cascais, Braga, Guimarães, Coimbra, Guarda, Aveiro, etc.
Para muitos foi o chegar ao fim de uma espera de décadas. A digressão mundial realizada em 2005, o mais perto que esteve dos portugueses foi em Madrid.
Houve quem se comovesse de tão forte emoção. “Também choraste?”, perguntavam-se algumas das pessoas que se conheciam, ainda no interior da sala, decorridos escassos minutos após o fim do concerto. Parecia que ninguém queria sair dali de dentro. Foi necessário alguns dos funcionários pedirem para as pessoas abandonarem a magnífica sala Suggia, que encheu. Mais de 1.200 lugares lotados desde a manhã em que os bilhetes foram postos à venda (desapareceram num ápice nesse dia 2 de Março).
No foyer era uma procura imensa pelas t-shirts, posteres e CD’s que o staff da banda colocara à disposição para venda directa.
Já fora da casa de espectáculos, ainda na escadaria de acesso e nas imediações, o público permanecia à conversa, numa noite amena sem chuva e com uma Lua em fase de quarto crescente a ultrapassar algumas nuvens densas. Alguns fãs mais esperançosos juntavam-se à porta dos artistas na ânsia de chegar à fala com os protagonistas após tão arrebatador arroubo musical.
A parte europeia da digressão de «Anastasis» entrou agora na fase final. Londres na passada sexta-feira, e Dublin neste Domingo.
O regresso à capital do Reino Unido trinta anos depois de Lisa Gerrard e Brendan Perry terem aterrado no aeroporto de Heathrow, em 1982, vindos de uma Austrália onde não conseguiam obter o sucesso que procuravam. Seria em Londres (curiosamente a cidade natal de Brendan Perry) nesse dealbar da década de 80 do século passado que a dupla viria a alcançar a projecção que entretanto atingiu no contrato com a editora independente 4AD. Viviam-se os tempos da grande aventura alternativa discográfica, com projectos musicais de vanguarda. Os Dead Can Dance estiveram desde então na proa, fazendo deles a banda mais importante da editora fundada por Ivo Watts-Russel.
Hoje é o último concerto da actual digressão em solo europeu, na capital da Irlanda, país onde Brendan Perry vive há mais de vinte anos.
Seguir-se-à uma série de concertos na América do Norte, Central e do Sul. Depois, já em 2013, a Austrália, onde tudo começou há mais de trinta anos.
A etapa final da maior digressão de sempre dos Dead Can Dance está reservada para a Ásia, com datas no Japão em Fevereiro do próximo ano.
















I feel like I want to leave
Behind all these memories
And walk through that door
Outside
The black night calls my name
But all roads look the same
They lead nowhere


O alinhamento completo do concerto:

Children of the Sun [do álbum «Anastasis»]
Anabasis [do álbum «Anastasis»]
Rakim [do álbum ao vivo «Toward The Whitin», 1994]
Kiko [do álbum «Anastasis»]
Lamm Bada [canção tradicional árabe]
Agape [do álbum «Anastasis»]
Amnesia [do álbum «Anastasis»]
Sanvean [do álbum ao vivo «Toward The Whitin», 1994; Incluído no álbum «The Mirror Pool», disco a solo de Lisa Gerrard, 1995]
Nierika [do álbum «Spiritchaser», 1996]
Opium [do álbum «Anastasis»]
The Host of Seraphim [do album «The Serpent's Egg», 1989]
Ime Prezakias [canção tradicional grega]
Now We Are Free [da banda Sonora do filme «Gladiator»; disco de Lisa Gerrard e Hans Zimmer; 2000]
All in Good Time [do álbum «Anastasis»]

Primeiro encore:
The Ubiquitous Mr. Lovegrove [do album «Into the Labyrinth», 1993]
Dreams Made Flesh [do album «It’ll End in Tears»; disco do projecto multi-colectivo This Mortal Coil, 1984]

Segundo encore:
Song to the Siren [versão da canção de Tim Buckley]
Return of the She-King [do álbum «Anastasis»]

Terceiro encore:
Rising of the Moon [também conhecido por outros dois nomes: “Wandering Star” e “Minus Sanctus”; tema inédito levado a palco na digressão dos DCD em 2005]
















As you rise to the very top
Of your mountain
Just remember those
Poor lost souls
On their way down


Música que não passa na Rádio
Apesar dos Dead Can Dance serem uma ausência permanente na Rádio – onde em tempos ficaram conhecidos por parte de muitos dos presentes no concerto na Casa da Música – está mais do que provado que a falta de divulgação radiofónica da música que fazem é desnecessária para encherem salas e venderem muitos discos. Vive-se hoje em dia uma época completamente diferente dessa. É a Internet que faz o caminho deixado vago pela Rádio. E fá-lo das mais diversas formas. Quer seja em plataformas sonoras como o Soundcloud, o MySpace ou a partilha de ficheiros em formato MP3, FLAC, AAC (e outros), quer seja através da junção imagem/som do YouTube, ou das redes sociais como o Facebook ou o Twitter. A informação circula a uma velocidade vertiginosa via smartphone e os meios tradicionais (Rádio, TV, Jornais) estão cada vez mais à margem desta torrente digital.
Na Casa da Música, na noite do concerto dos Dead Can Dance, não estiveram presentes nem a Rádio nem a Televisão.
No entanto, nas horas imediatamente seguintes, já circulavam no ciberespaço imagens, sons, comentários e reacções ao que ali se tinha passado.
A dificuldade em classificar num género a música composta pelos Dead Can Dance não pode servir de desculpa para não passar na Rádio. Pelo contrário. É exactamente pelo ecletismo étnico que abarca, pela multi-culturalidade que exala e pelos tempos imemoriais que atravessa que teria na Rádio um meio privilegiado de difusão. E a Rádio, isto é, quem a ouve, agradeceria.
























Ficaram muitas pessoas a lamentar por não terem podido assistir ao concerto. Uma única data deixou muita gente de fora e de água na boca. Para muitos desses fãs, que esperam há tanto tempo por uma oportunidade de ver os Dead Can Dance ao vivo em Portugal, ainda não foi desta. Houvesse mais datas em Portugal e as salas encheriam na mesma, como têm enchido quase todas as que os Dead Can Dance visitaram até agora.
Pouco importa se seria no Porto, ou em Lisboa, Braga, ou Guimarães. A distância não é o problema maior para os apreciadores de longa data.
Resta agora a esperança de, segundo o próprio Brendan Perry afirmou em recente entrevista, haver em 2013 ou 2014 um novo álbum e depois, quem sabe em 2014 ou 2015 uma nova digressão mundial que passe por cá outra vez.
A imagem do álbum «Anastasis» dos Dead Can Dance mostra um campo de girassóis mortos, queimados pelo Sol. Um campo de girassóis mortos, mas de pé. A metáfora perfeita para a “ressurreição dos vivos”, como intitulou o jornal «i» na passada quarta-feira.













If I were not a physicist, I would probably be a musician. I often think in music. I live my daydreams in music. I see my life in terms of music.

Albert Einstein

domingo, 28 de outubro de 2012

bitsound #221

00:00 How to Dress Well - & It Was U (extracto) 01:20 Efterklang - Dreams Today 03:50 Tame Impala - That's All For Everyone 08:10 Maria Minerva - Heart Like A Microphone 11:40 Chrysta Bell - Swing with Me 16:25 Foxes in Fiction - Heaven or Las Vegas (Cocteau Twins cover) 22:30 Jessica Bailiff - If You Say It (My Friend, My Love) 25:45 Tori Amos - Carnival 29:50 El Perro Del Mar - Home Is To Feel Like That 32:50 Alpha - Lisbon 36:45 Durutti Column, The - Weakness and Fever Guardar [MP3 / ZIP]

ladoB#315


the desert > programaladob.com/?p=2928

photo by Carlos Mareco.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 22 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
Come, levitation.



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Emissões em formato podcast

* fotografia de Terra Kate

domingo, 21 de outubro de 2012

DCD – Novas datas

















Foram adicionadas novas datas àquela que já é a maior digressão mundial de sempre dos Dead Can Dance.
A apresentação ao vivo do novo álbum «Anastasis» vai também chegar ao Japão.
A fase dos espectáculos na Europa está agora na recta final, com o concerto do próximo Domingo dia 28 a ser o último no velho continente, na cidade de Dublin, capital da Irlanda (país onde vive Brendan Perry).
Histórica a todos os níveis, esta volta ao mundo dos Dead Can Dance marca também o regresso ao país de origem – Austrália (país onde vive Lisa Gerrard) – onde já não actuavam há vinte anos e ainda a passagem em palco pela cidade de Melbourne, onde tudo começou há mais de três décadas.

Central/South/North America:
11/27/2012     Monterrey-Banamex Theater / Mexico
11/29/2012     Mexico City-National Auditorium / Mexico
11/30/2012     Guadalajara-Teatro Diana / Mexico
12/04/2012     Santiago - Espacio Riesco / Chile
12/06/2012     Buenos Aires - Vorterix Teatro / Argentina
12/09/2012     Miami-UR1 Festival – Bayfront Park / United States

Oceania & Asia:
02/03/2013     Sydney-Sydney Opera House / Australia
02/04/2013     Sydney-Sydney Opera House / Australia
02/06/2013     Melbourne-Palais Theatre / Australia
02/09/2013     Perth-Perth Concert Hall / Australia
02/13/2013     Tokyo-Club Quattro / Japan
02/14/2013     Tokyo-Club Quattro / Japan
02/17/2013     Osaka-Akaso / Japan

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

DCD – Edição de Luxo
























A delícia de coleccionadores, admiradores, fãs e apreciadores.
Uma edição luxuosa do álbum «Anastasis», apenas disponibilizada este Verão via Internet através do site oficial dos Dead Can Dance.
Já esgotada, esta super edição conjunta de «Anastasis» contém, para além do CD + mini livro, dois discos de vinil branco translúcido com duas faixas em cada face (num total de quatro), uma PEN com a versão digital do álbum em formato MP3 e ainda um postal com a imagem frontal do disco autografado pelos autores da obra Lisa Gerrard e Brendan Perry.
«Anastasis» é o primeiro disco dos Dead Can Dance a não ser editado pela casa-mãe 4AD, onde estiveram desde 1984 até 2004.
Dead Can Dance foi o projecto musical que atingiu maior projecção na editora de Alma Road e um dos três nomes a constituirem o triunvirato que projectou mundialmente a editora fundada em Londres – no ano de 1980 por Ivo Watts-Russel  – a par dos escoceses Cocteau Twins e do multi-projecto This Mortal Coil.
«Anastasis» é editado pela PIAS – Play It Again Sam, a mesma label independente europeia que edita David Lynch, dEUS, Editores ou Joan As A Police Woman.


















Almost every time Gerrard enters, the skies open. She’s still the Siren from Mars, reason alone for Dead Can Dance fans to celebrate.
In: Chicago Tribune 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DCD – Disco de Ouro























Entregue há dias aos Dead Can Dance em Varsóvia, na passagem pela Polónia da actual digressão mundial do álbum «Anastasis».
O disco editado no passado dia 13 de Agosto está a ser o mais bem sucedido em termos de vendas dos Dead Can Dance em tão pouco tempo após a sua publicação.
Também é o trabalho da dupla Lisa Gerrard/Brendan Perry a conhecer mais promoção e divulgação, mercê das actuais novas formas de o fazer: Internet (Facebook, Twitter, YouTube, Soundcloud, etc), Smartphones e mp3, entre várias outras plataformas digitais.

Dead Can Dance – “Anabasis
[tema do álbum «Anastasis»; vídeo não oficial]: 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

DCD – Encontro com fãs

Em Paris, aquando da recente passagem de Lisa Gerrard & Brendan Perry pela capital francesa na actual digressão mundial dos Dead Can Dance.
Encontro (raro) directo com fãs na loja da FNAC, incluindo sessão de autógrafos, no passado dia 26 de Setembro.
O novo álbum «Anastasis» encontra-se agora na fase europeia da digressão, após a América do Norte. Segue-se América do Sul e Central e depois Austrália, esta última já em 2013.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.


Emissão de 15 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
10 



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Emissões em formato podcast

* fotografia de Weeping Sisyphus

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Paixões novas, actuações recentes

Um dia depois em Londres (9 de Outubro), a norte-americana Sharon Van Etten - autora de um dos álbuns do ano [«Tramp»] - no célebre programa «Later... with Jools Holland», na BBC-Two.
Três semanas após o fabuloso concerto de estreia em Portugal, no passado dia 26 de Setembro no LUX, em Lisboa, acompanhada pela mesma banda que aqui vemos nas imagens.

Sharon Van Etten - "Serpents"

Paixões antigas, actuações novas

Mark Kozelek num tema seu, do tempo dos Red House Painters (1993), ao vivo na TV norte-americana no passado dia 8 de Outubro, no programa de Jimmy Fallon.
Com ele estão os Roots, a banda residente do programa «Late Night» da NBC.
Os Red House Painters actuaram duas vezes em Portugal. A primeira no Verão de 1998 no Festival Paredes de Coura e depois na Primavera de 2001, no Centro Cultural de Belém em Lisboa, num memorável concerto de despedida.
O líder já passou várias vezes por cá depois disso, a solo, ou sob a denominação Sun Kill Moon.

Mark Kozelek & The Roots - "Mistress"

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

My Summerset Thoughts

uma boa proposta sonora para recordar um verão

alinhamento

1. the thoughts of mary jane] [fraser anderson
{a summer long since passed] [virginia astley}
2. somewhere over the rainbow] [israel kamakawiwo'ole
3. i'll see you in my dreams] [joe brown
4. love is forever] [sandy bull & the rhythm ace
5. things in life] [dennis brown
6. i'm yours] [jason mraz
7. never gonna touch the ground] [still flyin'
8. banana pancakes] [jack johnson
9. mister sandman] [linda mccartney
10. orange sky] [alexi murdoch
11. tuolumne] [eddie vedder
12. from the morning] [harper simon
{summer 78 (instrumental)] [yann tiersen}

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vidro Azul: depois da rádio, o podcast


Emissão de 08 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
The future bleak? 



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Emissões em formato podcast

* fotografia de Francesca Woodman

domingo, 7 de outubro de 2012

Hoje em LISBOA


São 78 anos de vida – completados no passado dia 21 – mais de metade deles na música.
O primeiro álbum «Songs of Leonard Cohen» foi editado em 1967. Um começo tardio em disco, mas forte o suficiente para convencer e fazer dele um trovador muito influente, a par de Bob Dylan, Neil Young ou Joan Baez.
Escritor, poeta, compositor, guitarrista e cantor. Antes de se tornar músico profissional, o canadiano Leonard Cohen teve uma vida literária, com obras publicadas desde 1956.
A literatura não ficou posta de lado na composição musical. As palavras foram sempre o principal pilar dos textos cantados. Recados sociais, muitos deles de protesto, tendo em conta o contexto histórico em que se inseriam. Mas canções sempre acompanhadas de uma mensagem de esperança, de uma saída para o Futuro.
Leonard Cohen esteve, desde sempre, atento aos ares do tempo.
A longa carreira de Leonard Cohen no mundo da música conheceu várias fases ao longo de mais de quatro décadas.
Ultrapassadas as grandes dinâmicas renovadoras da sociedade norte-americana da segunda metade dos anos sessenta e inícios de setenta, o criador de «Songs of Love And Hate» expandiu a oratória para
outros assuntos mais individualizados.
Foram surgindo as elegias ao budismo e à pacificação interior do ser humano. O budismo, religião à qual se aproximou, tornou-se numa filosofia central na vida de Leonard Cohen, tendo mesmo atravessado anos de retiro num mosteiro perto de Los Angeles, onde foi ordenado Monge Zen, apesar de se manter judeu.
Desde há cerca de vinte anos que o compositor de “Bird on the Wire” vive momentos de ressurgimento e aclamação. As composições perderam a força do nervo, mas ganharam a doçura melódica. Cohen tornou-se num cantor de baladas. Mas também há factores fora do âmbito meramente artístico a fazerem prolongar a presença na música, ao que não é alheio um recente desastre financeiro que o deixou à beira da falência.
Neste ano, o autor de “I’m Your Man” editou o décimo segundo álbum de estúdio: «Old Ideas». É o material onde assentam os actuais espectáculos, sem nunca perder o espólio de um passado recheado de clássicos mundialmente conhecidos.
Encontramos hoje em dia um compositor a saborear, desde há bons anos a esta parte, o período do jubileu e da consagração.
A voz grave de “Hallelujah” abandonou a guitarra acústica e adensou a pose charmosa.
O Cohen que aparece hoje em dia em palco já não é aquele trovador solitário de viola em punho e de língua afiada.
Faz-se acompanhar por uma numerosa banda, incluindo várias coristas.
É assim Leonard Cohen a caminho dos 80 anos.
Velhas ideias, novas canções e as melodias de sempre, que influenciaram gerações.

Ouvir AQUI