segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Dead Can Dance – a noite do encontro
Finalmente, a noite do encontro
Sentia-se no ar a ansiedade do que estava para vir. Vivia-se o prazer do ante-gozo da consumação de uma longa espera. Todas as pessoas que acorreram à Casa da Música na cidade do Porto, na passada quarta-feira, sabiam que – acontecesse o que acontecesse – aquela noite não seria como as outras. Na verdade, como nenhuma outra antes.
Para quem foi acompanhando os vídeos e as imagens publicadas na actual digressão dos Dead Can Dance, iniciada em Agosto passado, as surpresas não poderiam ser muitas e já sabia o que esperar.
A expectativa era no entanto muito grande, não propriamente pela performance inovadora em si, mas em ver e ouvir como seria realmente ao vivo, sem filtros, sem ecrãs, sem outras imagens e outros sons que não as captadas pelos nossos próprios olhos e ouvidos. Como soaria aquilo tudo em palco, naquele cenário multicolor e poliglótico. Que sons transbordariam dos instrumentos exóticos que acompanham aquela esotérica banda desde sempre.
Até a indumentária de Lisa Gerrard – longos vestidos (negro, castanho, azul escuro ou azul claro) com uma gola baixa dourada, de pontas caídas quase até ao chão – foi a utilizada aqui. No concerto em Portugal calhou ser o vestido de veludo azul claro, produzindo uma grande presença. Uma escultural diva em palco.
Do alinhamento musical não surgiram novidades. Esteve de acordo com tudo o que tem sido realizado pela banda desde o passado dia 9 de Agosto, data em que a actual digressão mundial principiou no Canadá, poucos dias antes de «Anastasis» ser oficialmente publicado.
Para além do desfile integral dos novos oito temas do álbum «Anastasis», não faltaram incursões ao imenso espólio da dupla de compositores Gerrard/Perry.
Seria talvez evitável a interpretação de temas que não são dos Dead Can Dance. Lisa interpretou “Now We Are Free” da banda sonora que assinou (juntamente com Hans Zimmer) do filme «The Gladiator» e Brendan interpretou o clássico “Song To The Siren”, de Tim Buckley, à semelhança do que já havia feito em actuações a solo.
Não está em causa a qualidade dos temas, nem dos autores, nem as respectivas interpretações (apesar de, dêem-se as voltas que se derem, nunca ter aparecido até à data uma interpretação de “Song To The Siren” que superasse a da ex-vocalista dos Cocteau Twins, Elizabeth Fraser, em 1983/1984, no projecto multi-colectivo This Mortal Coil, do qual os Dead Can Dance fizeram igualmente parte). Simplesmente roubaram espaço a temas que poderiam vir do reportório dos próprios Dead Can Dance. Teria certamente sabido melhor ouvir-se temas como “Cantara” ou “Severance”, para só evocar dois exemplos.
Excepção feita às duas canções tradicionais grega “Ime Prezakias” e árabe “Lamma Bada” vocalizadas magistralmente por Brendan Perry, apresentando-as e contextualizando-as previamente. Sobre “Ime Prezakias” Brendan explicou tratar-se de um velho tema grego (dos anos 30 do século passado) cujo título em inglês seria traduzível para algo como I’m a junkie (sou um vagabundo), acrescentando ainda que, ironicamente nos dias que correm, ganha um outro sentido, aludindo à actualidade grega em tom de crítica política: seems the actual Greece loose a leg in the game of dice.
Sobre “Lamma Bada”, Perry disse tratar-se de uma antiquíssima canção árabe, escrita em árabe antigo, há cerca de oitocentos anos, no período em que a cultura árabe ocupava o território da actual região espanhola da Andaluzia.
We are ancient
As ancient as the sun
We came from the ocean
Once our ancestral home
O Palco das delícias
Exactamente duas horas de actuação. Início às 22:03 e final, após três encores, à meia-noite e três minutos.
Um total de sete músicos em palco, sendo que a maioria do tempo foi ocupado com seis, já contando com a dupla de autores. A saber: Jules Maxwell (teclista/corista) que já tinha participado na digressão de Brendan Perry em 2010; David Kuckermann (percussionista/teclista) a quem a primeira parte estava entregue mas que foi cancelada poucos dias antes; Dan Gresson (percussionista); Astrid Williamson (teclista/corista) que fez parte da segunda parte da digressão de Brendan Perry em 2010 e ainda Richard Yale (baixista/teclista) que apareceu em menos de metade do alinhamento do concerto.
O jogo de percussão foi sempre muito forte no som dos Dead Can Dance e esse facto é notório em palco, com um recurso quase permanente a poderosos ritmos tribais.
Os sons provenientes, na sua origem, de instrumentos clássicos são reflectidos através de sintetizadores. Há quem critique esta opção por parte do grupo, mas o contrário seria muito complicado a nível logístico, para além de ser incomportável a nível financeiro remunerar cerca de 40 ou 50 pessoas em palco numa tão longa digressão.
A própria experiência dos Dead Can Dance no passado o demonstrou, nas digressões de 1985/86 e 1987 em que estiveram presentes nos concertos todos os músicos necessários para reproduzir fielmente o som obtido nos álbuns «Spleen And Ideal» e «Whitin The Realm of a Dying Sun». Para o público foram momentos inesquecíveis, mas para a banda não resultou nenhum lucro pecuniário. Mais tarde Brendan justificou essa opção assumida em não ganhar financeiramente em detrimento de poder mostrar às pessoas o verdadeiro som da banda que fundou.
Na digressão de 2005 houve uma curta série de espectáculos ao vivo com a presença de uma orquestra, dirigida por Jeff Rona, mas foram actuações especiais.
Actualmente Brendan leva consigo para palco uma Bouzouki grega, uma espécie de Balalaica helénica. Também toca uma aproximação a um Obukano arabesco (electrificado), para além de tocar tambor na interpretação dos temas “Nierika” e “Opium”. O timoneiro em palco.
Em frente a Lisa Gerrard está colocado, como de costume, um Yangqin (instrumento milenar chinês, originalmente proveniente da antiga Pérsia) – nesta digressão são dois –, ou usando outro termo menos técnico, uma mesa chinesa. É o instrumento clássico por definição do som original dos Dead Can Dance, tocado por Lisa. Brendan só se ocupa dele para libertar a cantora de dotes líricos na interpretação do tema “Dreams Made Flesh”.
O primeiro tema a ser gravado e editado pelos Dead Can Dance, “Frontier”, teve como base estrutural a combinação do som deste vetusto instrumento com a voz de mármore, cristal e safira de Lisa Gerrard. Só por uma ocasião se viu neste concerto no Porto Lisa Gerrard tocar Yangqin e cantar em simultâneo, no tema “Agape”.
Brendan adensou ao longo dos anos o seu tom barítono médio/grave, situando-se num registo vocal crooner, com um timbre entre Frank Sinatra e Lee Hazlewood, ou como analisou recentemente um jornalista da revista ‘Uncut’, possuidor de um lirismo dramático entre Scott Walker e Jim Morrison.
Lisa e Brendan contrastam vocalmente de uma maneira altamente complementar. Grandes vozes! Quando soam juntas parecem beijar a eternidade.
Saw the demonstration
On remembrance day
Lest we forget the lesson
Enshrined in funeral clay
History is never written
By those who've lost
The defeated must bear witness to
Our collective memory loss
Os Dead Can Dance nunca tinham actuado em Portugal
Apenas Brendan Perry o fez – a solo – em Março de 2010, em Lisboa (Santiago Alquimista) e Braga (Theatro Circo). Lisa Gerrard nunca tinha actuado em solo lusitano.
Havia pessoas que esperaram variadíssimos anos por esta ocasião. Houve quem viesse do estrangeiro para assistir ao concerto dos Dead Can Dance na Casa da Música no Porto. Gente vinda de Espanha, França e Suécia.
Do país, para além dos residentes locais da cidade invicta e arredores, havia pessoas que se tinham deslocado de Lisboa, Cascais, Braga, Guimarães, Coimbra, Guarda, Aveiro, etc.
Para muitos foi o chegar ao fim de uma espera de décadas. A digressão mundial realizada em 2005, o mais perto que esteve dos portugueses foi em Madrid.
Houve quem se comovesse de tão forte emoção. “Também choraste?”, perguntavam-se algumas das pessoas que se conheciam, ainda no interior da sala, decorridos escassos minutos após o fim do concerto. Parecia que ninguém queria sair dali de dentro. Foi necessário alguns dos funcionários pedirem para as pessoas abandonarem a magnífica sala Suggia, que encheu. Mais de 1.200 lugares lotados desde a manhã em que os bilhetes foram postos à venda (desapareceram num ápice nesse dia 2 de Março).
No foyer era uma procura imensa pelas t-shirts, posteres e CD’s que o staff da banda colocara à disposição para venda directa.
Já fora da casa de espectáculos, ainda na escadaria de acesso e nas imediações, o público permanecia à conversa, numa noite amena sem chuva e com uma Lua em fase de quarto crescente a ultrapassar algumas nuvens densas. Alguns fãs mais esperançosos juntavam-se à porta dos artistas na ânsia de chegar à fala com os protagonistas após tão arrebatador arroubo musical.
A parte europeia da digressão de «Anastasis» entrou agora na fase final. Londres na passada sexta-feira, e Dublin neste Domingo.
O regresso à capital do Reino Unido trinta anos depois de Lisa Gerrard e Brendan Perry terem aterrado no aeroporto de Heathrow, em 1982, vindos de uma Austrália onde não conseguiam obter o sucesso que procuravam. Seria em Londres (curiosamente a cidade natal de Brendan Perry) nesse dealbar da década de 80 do século passado que a dupla viria a alcançar a projecção que entretanto atingiu no contrato com a editora independente 4AD. Viviam-se os tempos da grande aventura alternativa discográfica, com projectos musicais de vanguarda. Os Dead Can Dance estiveram desde então na proa, fazendo deles a banda mais importante da editora fundada por Ivo Watts-Russel.
Hoje é o último concerto da actual digressão em solo europeu, na capital da Irlanda, país onde Brendan Perry vive há mais de vinte anos.
Seguir-se-à uma série de concertos na América do Norte, Central e do Sul. Depois, já em 2013, a Austrália, onde tudo começou há mais de trinta anos.
A etapa final da maior digressão de sempre dos Dead Can Dance está reservada para a Ásia, com datas no Japão em Fevereiro do próximo ano.
I feel like I want to leave
Behind all these memories
And walk through that door
Outside
The black night calls my name
But all roads look the same
They lead nowhere
O alinhamento completo do concerto:
Children of the Sun [do álbum «Anastasis»]
Anabasis [do álbum «Anastasis»]
Rakim [do álbum ao vivo «Toward The Whitin», 1994]
Kiko [do álbum «Anastasis»]
Lamm Bada [canção tradicional árabe]
Agape [do álbum «Anastasis»]
Amnesia [do álbum «Anastasis»]
Sanvean [do álbum ao vivo «Toward The Whitin», 1994; Incluído no álbum «The Mirror Pool», disco a solo de Lisa Gerrard, 1995]
Nierika [do álbum «Spiritchaser», 1996]
Opium [do álbum «Anastasis»]
The Host of Seraphim [do album «The Serpent's Egg», 1989]
Ime Prezakias [canção tradicional grega]
Now We Are Free [da banda Sonora do filme «Gladiator»; disco de Lisa Gerrard e Hans Zimmer; 2000]
All in Good Time [do álbum «Anastasis»]
Primeiro encore:
The Ubiquitous Mr. Lovegrove [do album «Into the Labyrinth», 1993]
Dreams Made Flesh [do album «It’ll End in Tears»; disco do projecto multi-colectivo This Mortal Coil, 1984]
Segundo encore:
Song to the Siren [versão da canção de Tim Buckley]
Return of the She-King [do álbum «Anastasis»]
Terceiro encore:
Rising of the Moon [também conhecido por outros dois nomes: “Wandering Star” e “Minus Sanctus”; tema inédito levado a palco na digressão dos DCD em 2005]
As you rise to the very top
Of your mountain
Just remember those
Poor lost souls
On their way down
Música que não passa na Rádio
Apesar dos Dead Can Dance serem uma ausência permanente na Rádio – onde em tempos ficaram conhecidos por parte de muitos dos presentes no concerto na Casa da Música – está mais do que provado que a falta de divulgação radiofónica da música que fazem é desnecessária para encherem salas e venderem muitos discos. Vive-se hoje em dia uma época completamente diferente dessa. É a Internet que faz o caminho deixado vago pela Rádio. E fá-lo das mais diversas formas. Quer seja em plataformas sonoras como o Soundcloud, o MySpace ou a partilha de ficheiros em formato MP3, FLAC, AAC (e outros), quer seja através da junção imagem/som do YouTube, ou das redes sociais como o Facebook ou o Twitter. A informação circula a uma velocidade vertiginosa via smartphone e os meios tradicionais (Rádio, TV, Jornais) estão cada vez mais à margem desta torrente digital.
Na Casa da Música, na noite do concerto dos Dead Can Dance, não estiveram presentes nem a Rádio nem a Televisão.
No entanto, nas horas imediatamente seguintes, já circulavam no ciberespaço imagens, sons, comentários e reacções ao que ali se tinha passado.
A dificuldade em classificar num género a música composta pelos Dead Can Dance não pode servir de desculpa para não passar na Rádio. Pelo contrário. É exactamente pelo ecletismo étnico que abarca, pela multi-culturalidade que exala e pelos tempos imemoriais que atravessa que teria na Rádio um meio privilegiado de difusão. E a Rádio, isto é, quem a ouve, agradeceria.
Ficaram muitas pessoas a lamentar por não terem podido assistir ao concerto. Uma única data deixou muita gente de fora e de água na boca. Para muitos desses fãs, que esperam há tanto tempo por uma oportunidade de ver os Dead Can Dance ao vivo em Portugal, ainda não foi desta. Houvesse mais datas em Portugal e as salas encheriam na mesma, como têm enchido quase todas as que os Dead Can Dance visitaram até agora.
Pouco importa se seria no Porto, ou em Lisboa, Braga, ou Guimarães. A distância não é o problema maior para os apreciadores de longa data.
Resta agora a esperança de, segundo o próprio Brendan Perry afirmou em recente entrevista, haver em 2013 ou 2014 um novo álbum e depois, quem sabe em 2014 ou 2015 uma nova digressão mundial que passe por cá outra vez.
A imagem do álbum «Anastasis» dos Dead Can Dance mostra um campo de girassóis mortos, queimados pelo Sol. Um campo de girassóis mortos, mas de pé. A metáfora perfeita para a “ressurreição dos vivos”, como intitulou o jornal «i» na passada quarta-feira.
If I were not a physicist, I would probably be a musician. I often think in music. I live my daydreams in music. I see my life in terms of music.
Albert Einstein
domingo, 28 de outubro de 2012
bitsound #221
00:00 How to Dress Well - & It Was U (extracto)
01:20 Efterklang - Dreams Today
03:50 Tame Impala - That's All For Everyone
08:10 Maria Minerva - Heart Like A Microphone
11:40 Chrysta Bell - Swing with Me
16:25 Foxes in Fiction - Heaven or Las Vegas (Cocteau Twins cover)
22:30 Jessica Bailiff - If You Say It (My Friend, My Love)
25:45 Tori Amos - Carnival
29:50 El Perro Del Mar - Home Is To Feel Like That
32:50 Alpha - Lisbon
36:45 Durutti Column, The - Weakness and Fever
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.
Emissão de 22 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
Come, levitation.
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Terra Kate
domingo, 21 de outubro de 2012
DCD – Novas datas
Foram adicionadas novas datas àquela que já é a maior digressão mundial de sempre dos Dead Can Dance.
A apresentação ao vivo do novo álbum «Anastasis» vai também chegar ao Japão.
A fase dos espectáculos na Europa está agora na recta final, com o concerto do próximo Domingo dia 28 a ser o último no velho continente, na cidade de Dublin, capital da Irlanda (país onde vive Brendan Perry).
Histórica a todos os níveis, esta volta ao mundo dos Dead Can Dance marca também o regresso ao país de origem – Austrália (país onde vive Lisa Gerrard) – onde já não actuavam há vinte anos e ainda a passagem em palco pela cidade de Melbourne, onde tudo começou há mais de três décadas.
Central/South/North America:
11/27/2012 Monterrey-Banamex Theater / Mexico
11/29/2012 Mexico City-National Auditorium / Mexico
11/30/2012 Guadalajara-Teatro Diana / Mexico
12/04/2012 Santiago - Espacio Riesco / Chile
12/06/2012 Buenos Aires - Vorterix Teatro / Argentina
12/09/2012 Miami-UR1 Festival – Bayfront Park / United States
Oceania & Asia:
02/03/2013 Sydney-Sydney Opera House / Australia
02/04/2013 Sydney-Sydney Opera House / Australia
02/06/2013 Melbourne-Palais Theatre / Australia
02/09/2013 Perth-Perth Concert Hall / Australia
02/13/2013 Tokyo-Club Quattro / Japan
02/14/2013 Tokyo-Club Quattro / Japan
02/17/2013 Osaka-Akaso / Japan
sábado, 20 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
DCD – Edição de Luxo
A delícia de coleccionadores, admiradores, fãs e apreciadores.
Uma edição luxuosa do álbum «Anastasis», apenas disponibilizada este Verão via Internet através do site oficial dos Dead Can Dance.
Já esgotada, esta super edição conjunta de «Anastasis» contém, para além do CD + mini livro, dois discos de vinil branco translúcido com duas faixas em cada face (num total de quatro), uma PEN com a versão digital do álbum em formato MP3 e ainda um postal com a imagem frontal do disco autografado pelos autores da obra Lisa Gerrard e Brendan Perry.
«Anastasis» é o primeiro disco dos Dead Can Dance a não ser editado pela casa-mãe 4AD, onde estiveram desde 1984 até 2004.
Dead Can Dance foi o projecto musical que atingiu maior projecção na editora de Alma Road e um dos três nomes a constituirem o triunvirato que projectou mundialmente a editora fundada em Londres – no ano de 1980 por Ivo Watts-Russel – a par dos escoceses Cocteau Twins e do multi-projecto This Mortal Coil.
«Anastasis» é editado pela PIAS – Play It Again Sam, a mesma label independente europeia que edita David Lynch, dEUS, Editores ou Joan As A Police Woman.

Almost every time Gerrard enters, the skies open. She’s still the Siren from Mars, reason alone for Dead Can Dance fans to celebrate.
In: Chicago Tribune
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
DCD – Disco de Ouro
Entregue há dias aos Dead Can Dance em Varsóvia, na passagem pela Polónia da actual digressão mundial do álbum «Anastasis».
O disco editado no passado dia 13 de Agosto está a ser o mais bem sucedido em termos de vendas dos Dead Can Dance em tão pouco tempo após a sua publicação.
Também é o trabalho da dupla Lisa Gerrard/Brendan Perry a conhecer mais promoção e divulgação, mercê das actuais novas formas de o fazer: Internet (Facebook, Twitter, YouTube, Soundcloud, etc), Smartphones e mp3, entre várias outras plataformas digitais.
Dead Can Dance – “Anabasis”
[tema do álbum «Anastasis»; vídeo não oficial]:
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
DCD – Encontro com fãs
Em Paris, aquando da recente passagem de Lisa Gerrard & Brendan Perry pela capital francesa na actual digressão mundial dos Dead Can Dance.
Encontro (raro) directo com fãs na loja da FNAC, incluindo sessão de autógrafos, no passado dia 26 de Setembro.
O novo álbum «Anastasis» encontra-se agora na fase europeia da digressão, após a América do Norte. Segue-se América do Sul e Central e depois Austrália, esta última já em 2013.
Encontro (raro) directo com fãs na loja da FNAC, incluindo sessão de autógrafos, no passado dia 26 de Setembro.
O novo álbum «Anastasis» encontra-se agora na fase europeia da digressão, após a América do Norte. Segue-se América do Sul e Central e depois Austrália, esta última já em 2013.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.
Emissão de 15 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
10
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Weeping Sisyphus
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Paixões novas, actuações recentes
Um dia depois em Londres (9 de Outubro), a norte-americana Sharon Van Etten - autora de um dos álbuns do ano [«Tramp»] - no célebre programa «Later... with Jools Holland», na BBC-Two.
Três semanas após o fabuloso concerto de estreia em Portugal, no passado dia 26 de Setembro no LUX, em Lisboa, acompanhada pela mesma banda que aqui vemos nas imagens.
Sharon Van Etten - "Serpents"
Três semanas após o fabuloso concerto de estreia em Portugal, no passado dia 26 de Setembro no LUX, em Lisboa, acompanhada pela mesma banda que aqui vemos nas imagens.
Sharon Van Etten - "Serpents"
Paixões antigas, actuações novas
Mark Kozelek num tema seu, do tempo dos Red House Painters (1993), ao vivo na TV norte-americana no passado dia 8 de Outubro, no programa de Jimmy Fallon.
Com ele estão os Roots, a banda residente do programa «Late Night» da NBC.
Os Red House Painters actuaram duas vezes em Portugal. A primeira no Verão de 1998 no Festival Paredes de Coura e depois na Primavera de 2001, no Centro Cultural de Belém em Lisboa, num memorável concerto de despedida.
O líder já passou várias vezes por cá depois disso, a solo, ou sob a denominação Sun Kill Moon.
Mark Kozelek & The Roots - "Mistress"
Com ele estão os Roots, a banda residente do programa «Late Night» da NBC.
Os Red House Painters actuaram duas vezes em Portugal. A primeira no Verão de 1998 no Festival Paredes de Coura e depois na Primavera de 2001, no Centro Cultural de Belém em Lisboa, num memorável concerto de despedida.
O líder já passou várias vezes por cá depois disso, a solo, ou sob a denominação Sun Kill Moon.
Mark Kozelek & The Roots - "Mistress"
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
My Summerset Thoughts
uma boa proposta sonora para recordar um verão
alinhamento
1. the thoughts of mary jane] [fraser anderson{a summer long since passed] [virginia astley}
2. somewhere over the rainbow] [israel kamakawiwo'ole
3. i'll see you in my dreams] [joe brown
4. love is forever] [sandy bull & the rhythm ace
5. things in life] [dennis brown
6. i'm yours] [jason mraz
7. never gonna touch the ground] [still flyin'
8. banana pancakes] [jack johnson
9. mister sandman] [linda mccartney
10. orange sky] [alexi murdoch
11. tuolumne] [eddie vedder
12. from the morning] [harper simon
{summer 78 (instrumental)] [yann tiersen}
para guardar [MP3 / ZIP]
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast
Emissão de 08 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
The future bleak?
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Francesca Woodman
domingo, 7 de outubro de 2012
Hoje em LISBOA
São 78 anos de vida – completados no passado dia 21 – mais de metade deles na música.
O primeiro álbum «Songs of Leonard Cohen» foi editado em 1967. Um começo tardio em disco, mas forte o suficiente para convencer e fazer dele um trovador muito influente, a par de Bob Dylan, Neil Young ou Joan Baez. Escritor, poeta, compositor, guitarrista e cantor. Antes de se tornar músico profissional, o canadiano Leonard Cohen teve uma vida literária, com obras publicadas desde 1956.
A literatura não ficou posta de lado na composição musical. As palavras foram sempre o principal pilar dos textos cantados. Recados sociais, muitos deles de protesto, tendo em conta o contexto histórico em que se inseriam. Mas canções sempre acompanhadas de uma mensagem de esperança, de uma saída para o Futuro.
Leonard Cohen esteve, desde sempre, atento aos ares do tempo.
A longa carreira de Leonard Cohen no mundo da música conheceu várias fases ao longo de mais de quatro décadas.
Ultrapassadas as grandes dinâmicas renovadoras da sociedade norte-americana da segunda metade dos anos sessenta e inícios de setenta, o criador de «Songs of Love And Hate» expandiu a oratória para
outros assuntos mais individualizados.
Foram surgindo as elegias ao budismo e à pacificação interior do ser humano. O budismo, religião à qual se aproximou, tornou-se numa filosofia central na vida de Leonard Cohen, tendo mesmo atravessado anos de retiro num mosteiro perto de Los Angeles, onde foi ordenado Monge Zen, apesar de se manter judeu.
Desde há cerca de vinte anos que o compositor de “Bird on the Wire” vive momentos de ressurgimento e aclamação. As composições perderam a força do nervo, mas ganharam a doçura melódica. Cohen tornou-se num cantor de baladas. Mas também há factores fora do âmbito meramente artístico a fazerem prolongar a presença na música, ao que não é alheio um recente desastre financeiro que o deixou à beira da falência.
Neste ano, o autor de “I’m Your Man” editou o décimo segundo álbum de estúdio: «Old Ideas». É o material onde assentam os actuais espectáculos, sem nunca perder o espólio de um passado recheado de clássicos mundialmente conhecidos.
Encontramos hoje em dia um compositor a saborear, desde há bons anos a esta parte, o período do jubileu e da consagração.
A voz grave de “Hallelujah” abandonou a guitarra acústica e adensou a pose charmosa.
O Cohen que aparece hoje em dia em palco já não é aquele trovador solitário de viola em punho e de língua afiada.
Faz-se acompanhar por uma numerosa banda, incluindo várias coristas.
É assim Leonard Cohen a caminho dos 80 anos.
Velhas ideias, novas canções e as melodias de sempre, que influenciaram gerações.
Ouvir AQUI
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.
Emissão de 01 de Outubro disponível em formato podcast nos links do costume.
Everyone has a favorite place: sometimes silence is made of tiles and cement.
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Chana de Moura
domingo, 30 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.
Emissão de 24 de Setembro disponível em formato podcast nos links do costume.
Silence can be an iron horse.
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Desiree Dolron
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
III R@dio em Congresso
Na sua III edição, o R@dio em Congresso consegue definir-se como a única conferência de rádio em Portugal que junta profissionais e investigadores, estudantes e estagiários, diretores, administradores de empresas de media e coordenadores científicos de diferentes faculdades na área da Comunicação.
Com uma estratégia que, alternadamente, convida académicos para apresentar a investigação na área, ou profissionais para demonstrarem as mais tendências do sector, o R@dio em Congresso recebeu, no primeiro ano, profissionais que definiram o futuro da música e da rádio online, seguindo-se uma abordagem mais académica para debater a radio multimédia. Nesta III edição, voltamos ao modelo profissional, para receber um conjunto de profissionais que irão discutir futuro(s) modelo(s) de negócio da música e da rádio em Portugal.
Este ano, o R@dio associa-se à revista Dance Club para uma jornada de 12 horas de conferências, debates e workshops, juntando o melhor de dois mundos: rádio e música. (daqui)
é já no próximo dia 26, no ISCSP em Lisboa > inscreva-se!
mais informações na página oficial e no facebook.
Com uma estratégia que, alternadamente, convida académicos para apresentar a investigação na área, ou profissionais para demonstrarem as mais tendências do sector, o R@dio em Congresso recebeu, no primeiro ano, profissionais que definiram o futuro da música e da rádio online, seguindo-se uma abordagem mais académica para debater a radio multimédia. Nesta III edição, voltamos ao modelo profissional, para receber um conjunto de profissionais que irão discutir futuro(s) modelo(s) de negócio da música e da rádio em Portugal.
Este ano, o R@dio associa-se à revista Dance Club para uma jornada de 12 horas de conferências, debates e workshops, juntando o melhor de dois mundos: rádio e música. (daqui)
é já no próximo dia 26, no ISCSP em Lisboa > inscreva-se!
mais informações na página oficial e no facebook.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
DCD: outras canções

Em todos os espectáculos ao vivo, os Dead Can Dance interpretam temas inéditos e que não constam da discografia editada desde o primeiro álbum, publicado em 1984.
No único disco ao vivo oficial [«Toward The Within»] são mais os temas inéditos no alinhamento que os anteriormente editados até essa data (1994). Até mesmo temas das carreiras a solo de Lisa Gerrard e Brendan Perry fizeram – e fazem – parte dos alinhamentos levados a palco. Também versões de outros autores, como por exemplo Tim Buckley.
O reportório próprio é grande, o levado a palco em três décadas é vastíssimo.
Na actual digressão mundial de «Anastasis», destacam-se duas versões de temas gregos e árabes.
São os respectivos casos das canções tradicionais “Ime Prezakias” [Ouvir o original aqui; tema helénico gravado nos anos 30 do século XX] e “Lamm Bada”, canção secular do período em que o actual território espanhol era do domínio árabe.
É Brendan quem os interpreta na cidade norte-americana de Denver, no Temple Buell Theater, no passado dia 19 de Agosto:
Dead Can Dance – “Ime Prezakias”
Dead Can Dance – “Lamm Bada”
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast
Emissão de 17 de Setembro disponível em formato podcast nos links do costume.
Breathing has become an art.
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Borja Alcazar
sábado, 15 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.
Emissão de 10 de Setembro disponível em formato podcast nos links do costume.
September came cursed.
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Sinan Göl
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
DCD: o que dizem deles

Back From The Grave!
Resurrected after 16 years – the high priest and priestess of global goth-ambience, DEAD CAN DANCE
Certain artists, of various genres, might one day aspire to play the Royal Albert Hall, Nashville’s Ryman Auditorium, a hockey arena in St Petersburg or a Roman amphitheatre in Lebanon.
Dead Can Dance may be unique in being able to play all of them, among many others, on one tour.
The release of the band’s first album since 1996, Anastasis, will be accompanied by the biggest tour in their intermittent three decades of existence.
Anastasis, like all of Dead Can Dance’s eight previous albums, is a sumptuous stew combining the dramatic atmospherics conjured by Perry and his creative partner Lisa Gerrard, his big-hearted balladry and her ethereal ululations, with whatever else happened to be catching their ear.
In: UNCUT, September 2012
Dead Can Dance – “Nierika”
(Tema do álbum «Spiritchaser», ao vivo no Greek Theatre Berkeley, Califórnia, no passado dia 12 de Agosto):
Dead Can Dance – “Dreams Made Flesh”
(Tema do álbum «It’ll End in Tears» do projecto This Mortal Coil, ao vivo no Greek Theatre Berkeley, Califórnia, no passado dia 12 de Agosto):
A actual digressão mundial teve início no passado dia 09 de Agosto na América do Norte, vai passar pelo médio Oriente e chegará à Europa ainda este mês.
Entretanto foram já agendadas datas na América Central (México), América do Sul (Chile; Argentina) e Oceania (Austrália).
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
DCD: o que ele diz

“«Anastatis» is a Greek Word meaning resurrection.
A lot of Greek, Turkish and North African ideas have found their way in this time.
The Middle Eastern influence has been with us since day one, but the Greek stuff is more recent.
I just love it. I’m totally into the ancient history of Greece, not just the music.
Lisa and I had been talking about another album, ever since the reunion tour in 2005, but we never went into the studio after that tour, which was the intention.
When we did, it was all pretty condensed. We start last October, and worked for five months.
It´s all new music, but we wanted it to be a continuation of our heritage, carrying on where we’d signed off with «Spiritchaser» [from 1996].
We’re going to be doing some things we’ve never played live before. And we’re going to play all of «Anastasis»”.
It’s an honour to be able to present music back to the people whose ancestors created this wonderful legacy. In fact, I’m going a song each in Greek and Arabic.”
Brendan Perry
In: Uncut, September 2012
Dead Can Dance – “Amnesia”
[vídeo não oficial; tema do album «Anastasis»]
Saw the demonstration
On remembrance day
Lest we forget the lesson
Enshrined in funeral clay
History is never written
By those who've lost
The defeated must bear witness to
Our collective memory loss
With every generation comes
Another memory lapse
See the demonstrations of
Failing to learn from our past
We live in the dreamtime
Nothing seems to last
Can you really plan a future
When you no longer have a past
Memories fall from the trees
Amnesia
Memories like autumn leaves
If we are subject to
Empirical minds
I wonder what lies beyond
Our memory's confines
If memory is the true
Sum of who we are
May your children know the truth
And shine like the brightest star
Memory, help me see
Amnesia
Memory, set me free
All my love and all my kisses
Sweet Mnemosyne
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.
Emissão de 27 de Agosto disponível em formato podcast nos links do costume.
Do you believe me like i believe in you?
Right Mouse Button Click
"Guardar Link Como" - "Save Link As"
Emissões em formato podcast
* fotografia de Sinan Göl
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
IdE #005 : Improvisação
Guardar : MP3 | ZIP
alinhamento
#Ricardo Mariano
Poema - poema do homem que largava frutos do valter hugo mãeSons:
Luís Antero - Ovelhas (Alvoco das Várzeas)
Bernardo Sassetti - Sonho Dos Outros
Luís Antero - Jardim Botânico 1 (Coimbra)
Hecq - Red Sky
Last Days - Thoughts Of Alice
#Francisco Mateus
Coal Heart Forever - Oubli, Roses, EpiphaniesNarrator: Steven Brown of Tuxedomoon
#Pedro Esteves
Paul Haslinger - eternity for a day (Undeworld - OST)Max Richter - luminous (Perfect Sense - OST)
#Firmino Pereira
Dictaphone - Poem from a rooftopBaldruin - Baldruin
Magical Mistakes - Lady Lazarus
Molnbär av John - Aujourd'hui il fait beau
#Nídio
Grimes - know the way (outro)Burial - Kindred
Gil Scott-Heron - Where Did The Night Go
Circlesquare - 01 - Fight Sounds Part 1
#Hugo
Beat culture - Coastal SentimentLB - Angie
Erik Satin - Light Music, Part 1
Peter Thomas - Love & Sax
Bill May - Girl Talk
Liz - Adieu l’amour
#Francisco Amaral
Dead Can Dance : All in good time (extracto)Grace Jones : The fashion show (extracto)
Sonic Youth : I know there's an answer (extracto)
Neil Cowley Trio : Let's go for awhile
Beach Boys : Talk between sessions
Beach Boys : Keep an eye on summer (extracto)
Cat Power : The greatest (eMusic solo) (extracto)
Fleetwood Mac : Albatross
Chris Coco : Albatross (extracto)
The Fiery Furnaces : Borneo (extracto)
Piano Magic : The journal of a disappointed man (extracto)
Jens Lekman : A little lost
Texto : Francisco Amaral
e uma frase da BSO de "A grande ilusão"
domingo, 26 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
cadence
Grant Gee é especialista em documentários 'musicais'
Joy Division, Scott Walker e Radiohead são alguns dos nomes
sobre os quais já se debruçou
recentemente realizou um documentário sobre WG Sebald
que serviu de inspiração para o podcast : unless you know W.G. Sebald
Joy Division, Scott Walker e Radiohead são alguns dos nomes
sobre os quais já se debruçou
recentemente realizou um documentário sobre WG Sebald
que serviu de inspiração para o podcast : unless you know W.G. Sebald
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Vidro Azul: depois da rádio, o podcast.
Emissão de 20 de Agosto disponível em formato podcast nos links do costume.
The wind always comeback.
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Emissões em formato podcast
* fotografia de Just Mary
domingo, 19 de agosto de 2012
DCD: O que ela diz

"When we did actually get back together, we just didn’t connect… something was wrong, life had moved on. I was living in Australia, he [Brendan] was living in Ireland… prior to this, we’d always lived in the same town, the same house, and we were immersed in the same desires, the same literature, the same painting. It wasn’t something that happened overnight, it’s not something that can just be dialled up."
Lisa Gerrard
In: Pitchfork, August 2012
Dead Can Dance – “Kiko”
[video não oficial; tema do álbum «Anastasis»]
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