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sexta-feira, 17 de junho de 2011

LINHAS CRUZADAS #43

A Vida e a Arte do encontro na Música

Martin Rev & Alan Vega
SUICIDE






















Formados em 1971 em Nova Iorque, os Suicide são o encontro improvável de artistas, oriundos de diversas artes.
O organista Martin Rev e o vocalista Alan Vega.
Em contra ciclo com o cenário Punk vigente na altura, em que as guitarras dominavam, os Suicide surgiram com sons electrónicos.
Martin Rev é um mago alquimista dos sons extraídos das teclas e dos sintetizadores.
A voz de Alan Vega é um misto de rocker proclamador contestatário, sob o fantasma de Elvis Presley.
Defensores de posições sócio-políticas extremas e portadores de uma mensagem alternativa, os Suicide tornaram-se num nome tudo menos consensual.
Palavras de provocação de Alan Vega dirigidas a certas camadas da sociedade norte-americana, especialmente jovens, causaram muita polémica durante os anos 70.


















A controvérsia, totalmente exposta nas actuações ao vivo, valeram à dupla muito repúdio por parte das assistências, ao ponto de Alan Vega e Martin Rev serem corridos do palco.
Mas a influência da arte e obra dos Suicide é tremenda em muitas das correntes musicais situadas entre o rock industrial e a pop electrónica.
Nomes como Cabaret Voltaire, Yazoo, Soft Cell, Erasure e Bronski Beat confessaram que não existiriam se não existisse antes o duo Suicide. Na área do Rock, Bruce Springsteen é um fã incondicional de Vega e Rev, tendo mesmo interpretado por diversas ocasiões ao vivo, em fecho de concerto, o tema “Dream Baby Dream”.
Também Sonic Youth, Cars, Radiohead, Nick Cave e REM referem os Suicide como artistas de forte influência nas suas carreiras.
Escutemos dois momentos distintos da obra invulgar e paradoxal dos Suicide de Martin Rev e Alan Vega:
Primeiro o tema “Ghost Rider”, do álbum homónimo – e também de estreia – em 1977, e depois o celestial “Surrender”, do álbum «A Way of Life» em 1988.

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Linhas Cruzadas #43
Ouvir/download/podcast

Suicide – “Ghost Rider” (1977)



Suicide was always about life. But we couldn't call it Life. So we called it Suicide because we wanted to recognize life.
Alan Vega (1985)

Somebody said that Suicide had to be the ultimate punk band because even the punks hated us.
Alan Vega (2008)

Algumas imagens sobre os Suicide no documentário «Punk Attitude», contendo depoimentos do cineasta Jim Jarmusch, também de Martin Rev, Glenn Branca, Alex Chilton, entre outros:



Mais sobre os Suicide na «Rádio Crítica» (18 de Fevereiro 2008):
Os territórios indie e as suas fronteiras / Independência / Além VEGA

P.S: Inesquecível a actuação dos Suicide no Paradise Garage em Lisboa há cerca de dez anos!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Entre o Caos e o Sonho
















Entre o Caos e o Sonho (sempre!)

Uma chamada de atenção para a mais recente publicação de «Miss Tapes» (edição nº 89): O destaque vai direitinho para a sequência do tema “Dream Baby Dream” dos Suicide em várias visões através do génio de Alan Vega (fã de Elvis Presley) e do mago Martin Rev, passando também por uma visão onírica de Bruce Springsteen (fã de Elvis e de Vega) numa prestação ao vivo e ainda de uma parceria de Vega com Alex Chilton (parceiro e artista contemporâneo de Vega).
Mas esta pequena chamada de atenção é para algo maior: o tratamento que Hugo Pinto – autor único de «Miss Tapes» – faz destes sons e da multiplicidade em crescendo que deles resulta, ganhando uma superlativa dimensão. Não conta para aqui se o efeito alcançado foi ou não consciente, se foi mais ou menos forjado, ou se “apenas” se trata (muita atenção a estas aspas!) de uma feliz conjugação ocasional. Nada disso importa agora. O resultado é NOTÁVEL!
E que bem que sabe ver (e ouvir!) Alan Vega ser tão bem tratado [coisa rara, como se sabe. Ele – Alan Vega – está habituado a ser menosprezado em todos os media, facto que só lhe dá maior força]. A primeira vez que Vega foi assim tão bem tratado por cá, e que me tenha apercebido, foi na «Íntima Fracção», ao longo do Outono/Inverno de 1988/1989, na sua derradeira temporada na RDP-Antena1. Ao tempo, através do celestial “I Surrender”. Principalmente no último ano na rádio pública, no ano de 1989.
E agora na edição 89 (já não são coincidências a mais para serem só coincidências?) Hugo Pinto oferece-nos esta delícia. Não é por mero acaso que Francisco Amaral considera «Miss Tapes» a extensão mais evidente da «Íntima Fracção». Começo a acreditar.

Keep your dreams, baby

NOTA: A arte de Alan Vega & Martin Rev (os Suicide) também já teve tratamento justo e merecido na «Rádio Crítica».
Ver: Além VEGA (18.Fevereiro.2008) Sábado à tarde em Coimbra - Os territórios indie e as suas fronteiras

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Altas esperanças























Alinhamento:

01. High Hopes
02. Harry’s Place
03. American Skin
04. Just Like Fire Would
05. Down In The Hole
06. Heaven’s Wall
07. Frankie Fell In Love
08. This Is Your Sword
09. Hunter Of Invisible Game
10. The Ghost of Tom Joad
11. The Wall
12. Dream Baby Dream

Foi editado este mês o décimo oitavo disco de Bruce Springsteen.
O último tema do alinhamento é uma nova versão do tema “Dream Baby Dream”. Um original dos Suicide de Alan Vega e Martin Rev.









A História de Dream Baby Dream

As primeiras aparições de “Dream Baby Dream” foram em finais dos anos 70. A canção foi incluída no segundo álbum dos Suicide.
Os próprios autores, Alan Vega e Martin Rev, foram fazendo várias reprises do tema ao longo dos anos, por vezes com outras designações.
Springsteen começou a tocá-la ao vivo a partir de 2005, na digressão mundial de «Devils and Dust». Sozinho em palco, fazendo-se apenas acompanhar pelo som de um órgão, fechava os alinhamentos dos seus espectáculos com uma versão muito personalizada, embora sem a mínima alteração na letra.

A história de "Dream Baby Dream" contada pelos protagonistas: 

"I'm still high from that show [Alan Vega attended Springsteen's 20 July 2005 show in Bridgeport, CT]. Now I can die. Not only he's playing 'Dream Baby Dream,' but it's the big encore song, the last song of the show.
A lot of bands have done my stuff, Suicide stuff [...] Thank God, finally somebody did their version of it. He interpreted my song, he did it his way, and such a great way that I'm going to have to sing it that way, or not sing it at all anymore!
What’s my favourite Springsteen song? 'Dream Baby Dream.'! On my death bed, that's the last thing I'm going to listen to. I'll play it at my funeral."
Alan Vega
In: Winter 2005/2006 

"I've liked Suicide for a long time. I met the guys late in the '70s in New York City, when we were in the studio at the same time. You know, if Elvis came back from the dead I think he would sound like Alan Vaga. He gets a lot of emotional purity. I came across 'Dream Baby Dream' again because Michael Stipe included it on a compilation and I thought maybe I could do it."
Bruce Springsteen
In: Mojo; October 2005 


Bruce Springsteen, em entrevista à TV sueca em Dezembro de 2005, sobre “Dream Baby Dream”:



Bruce Springsteen – “Dream Baby Dream”
Ao vivo na digressão mundial «Devils and Dust», em New Jersey. Maio de 2005:


Bruce Springsteen – “Dream Baby Dream”
Ao vivo na digressão mundial «Devils and Dust», em Barcelona. 2005:



Bruce Springsteen – “Dream Baby Dream”
Ao vivo, já com os novos arranjos de «High Hopes», no passado dia 06 de Novembro de 2013:

sábado, 16 de julho de 2016

Alan Vega

1938-2016 





















Alan Vega na «Irmandade do Éter» | na «Rádio Crítica». 

You know, Alan, if Elvis was alive today, he'd be you, you know, Alan, you're 20 years ahead of your time.

Bruce Springsteen



"Over here on E Street, we are saddened to hear of the passing of Alan Vega, one of the great revolutionary voices in rock and roll. The bravery and passion he showed throughout his career was deeply influential to me. I was lucky enough to get to know Alan slightly and he was always a generous and sweet spirit. The blunt force power of his greatest music both with Suicide and on his solo records can still shock and inspire today. There was simply no one else remotely like him." 

Bruce Springsteen

domingo, 24 de julho de 2016

Hoje na RADAR

























Em homenagem a Alan Vega, falecido no passado dia 16, o programa «Álbum de Família» transmite na íntegra o segundo disco de originais dos Suicide de Alan Vega e Martin Rev, gravado em Janeiro de 1980, em Nova Iorque e editado em Maio desse ano, com produção de Ric Ocazek dos The Cars.
O primeiro álbum dos Suicide, editado em 1977, já havia sido tema deste programa numa das anteriores séries, com realização e apresentação contextualizada de Tiago Castro.

RADAR
Álbum de Família 
Domingo às 12:00
2ª feira às 23:00.




sábado, 12 de outubro de 2013

Ele mantém o sonho vivo







































À terceira tentativa, parece que foi mesmo desta que a digressão «Wrecking Ball» de Bruce Springsteen com a eterna E Street Band chegou ao fim, depois de ter começado em Março de 2012.
Não foi a maior digressão mundial do autor de «Born To Run», mas foi a maior dos últimos 27 anos.
Desta vez parece mesmo que a digressão cortou a meta, porque a notícia foi oficializa por um comunicado ontem tornado público pelo próprio Boss.
Um agradecimento emocionado à escala mundial, após centenas e centenas de horas em palco, dias, semanas, meses consecutivos. Um ano e meio à volta do Mundo. Desta vez, Portugal não ficou de fora.
Exceptuando a duração da digressão, todos os anteriores recordes foram batidos. As maiores assistências de sempre. Centenas de milhares de pessoas, à tarde, à noite e já de madrugada. Com Sol, chuva, vento, calor e frio. Todas as fases da Lua.
O espectáculo com maior duração ocorreu em Helsínquia: mais de seis horas seguidas em palco. Começou ainda com a luz do dia na capital finlandesa. Antes disso, nessa mesma tarde, após os testes de som, Bruce actuou para quem já lá estava a marcar lugar. Fê-lo sozinho, em formato acústico durante cerca de uma hora. Inacreditável!



































Desenganem-se os que pensam que se trata de uma meta final.
Esta força da natureza feita de carne, osso, vontade e muita alma, já tem novas datas marcadas para o próximo ano na Austrália e Nova Zelândia. Uma digressão renovada nos antípodas, mas ainda sem nome. Em Fevereiro e Março de 2014.
Antes disso, cumprindo o seu habitual papel de incansável benemérito, Springsteen estará a fazer o que melhor sabe em cima de um palco em Nova Iorque, no histórico Madison Square Garden, já no próximo dia 6 de Novembro, em mais um concerto de solidariedade.
Prevê-se novo disco, que já está na forja, onde poder-se-á encontrar uma nova gravação do tema “Dream Baby Dream”. Um clássico dos Suicide de Alan Vega e Martin Rev, que Bruce Springsteen interpreta há anos em algumas actuações ao vivo.
É com esse tocante vídeo – que espelha bem algumas das muitas emoções fortes de comunhão partilhadas na digressão – que o actual Rei do Rock (é-o desde a morte de Elvis Presley) agradece aos fãs, admiradores e público, despedindo-se com um promissor “até já!”.



Dream baby dream
Come on and dream baby dream

We gotta keep the light burning
Come on, we gotta keep the light burning
Come on and dream baby dream

We gotta keep the fire burning
Come on, we gotta keep the fire burning
Come on and dream baby dream


Come on and open up your heart
Come on dream on, dream baby dream

Come on and open up your heart
Come on and open up your hearts
Come on dream on, dream baby dream

Come on, we gotta keep on dreaming
Come on dream on, dream baby dream

Come on darling and dry your eyes
Come on dream on, dream baby dream

Yeah I just wanna see you smile
Come on dream on, dream baby dream

Come on and open up your hearts
Come on dream on, dream baby dream

Yeah I just wanna see you smile
And I just wanna see you smile
Come on dream on, dream baby dream

Come on and open up your heart
Come on dream on, dream baby dream

Come on dream on, dream on baby
Come on dream on, dream baby dream
























Like a BOSS!
O concerto final da «Wrecking Ball Tour» teve lugar no «Festival Rock in Rio», no passado dia 21 de Setembro. Em grandiosa apoteose!
E o que fez o protagonista depois da festa? Foi para as ruas do Rio de Janeiro, favelas incluídas, confraternizar com o povo.
Nenhuma outra estrela musical desta dimensão faria uma coisa assim. 


Ele mantém o sonho vivo! E tu?